Laguna
Amanhã completam seis meses da inauguração da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, e também da polêmica iluminação da mesma. Com os custos de energia elétrica sem serem pagos, o montante do débito ultrapassa os R$ 70 mil. Enquanto a queda de braço entre a prefeitura da Cidade Juliana e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) continua para ver quem paga a conta, outras soluções são buscadas.
O prefeito de Laguna, Everaldo dos Santos, e o deputado federal Edinho Bez visitaram ontem o presidente da Eletrosul, engenheiro Djalma Vando Berger, para solicitar uma parceria com o objetivo de implantar um projeto de energia renovável para a ponte.
Em média, 40 mil veículos passam pelo local diariamente, cerca de 300 são da região. “Não cabe a Laguna pagar a conta da luz. Temos que encontrar uma alternativa. Tenho certeza que a Eletrosul irá ajudar na solução”, almeja Everaldo. Um ofício relatando a intenção de parceria, assinado pelo parlamentar e pelo prefeito, foi entregue às mãos da diretor-presidente.
O assessor executivo da empresa, engenheiro Airton Silveira, participou do encontro e afirmou que será elaborado nas próximas semanas um projeto definitivo para iluminar a ponte, provavelmente de energia solar. O presidente da estatal destaca que já existe um projeto de energia renovável para a ponte. “Vamos rever o preço orçado e demais detalhes. Em suma, o local necessita de atenção e vamos dar este amparo”, garante Djalma.
Entenda o caso
A superintendência estadual do Dnit aguarda, como a prefeitura de Laguna, a decisão judicial sobre a responsabilidade sobre o pagamento da iluminação da ponte. A direção das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), após receber liminar da Justiça em primeira instância, no fim do mês passado, apontou que vai cumprir a ordem jurídica e não fará o corte da iluminação.

